- Paula Fernandes
- "Se amo alguns livros são aqueles em que sinto que o seu autor, que pode ter morrido séculos antes de eu ter sido engendrado, se dirigia a mim, a mim pessoal e concretamente, a mim em confidência." - Miguel Unamuno
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Meu filho voltou!
Géli perdeu o filho num acidente e, amargurada, trata a todos com indiferença. A grande alegria de Maria é Pedro, seu filhinho. A presença de Géli incomoda Maria - elas trabalham no mesmo hospital -, que sente incontrolável antipatia por aquela que é gerente do seu setor. Ambas estão longe de imaginar que a providência divina as aproximou para o resgate de graves comprometimentos do passado. Pedro - ao recordar-se de sua existência anterior -, vai revirar a vida das duas famílias. Desfeito o véu do esquecimento, revelados os mistérios da reencarnação, uma prova terrível se apresenta diante das médicas...
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Autor: Ana Louzada
Editora: Petit
Gênero: Romance / Espiritismo
Uma lição de amor, superação e perdão.
Este livro é sobre a perda de um filho querido ainda na sua tenra idade, num trágico acidente e, o sofrimento de sua mãe em superar essa perda, deixando-a amargurada. Após cinco anos da morte de João, quis o destino reunir os personagens importantes para um resgate emocional entre o passado de outras vidas, com um passado desta vida. Duas mães, Géli e Maria e o filho de Maria. O menino cheio de vida e encantador, Pedro, que, ao conhecer Géli, vai ao seu encontro e lhe chama de Gegê, um jeito carinhoso que só João, seu falecido filhinho lhe chamava, mais ninguém.
É uma estória envolvente, pois no seu desenrolar vai-nos mostrar que, para tudo que acontece em nossas vidas, há um propósito, por mais dificel e doloroso que possa ser.
Eu, enquanto lia, tentava me colocar no lugar da Géli e da Maria, e confesso que se algo parecido acontecesse comigo, eu não saberia como iria reagir. Se seria capaz de aceitar e perdoar, ou se iria querer meu filho novamente do meu lado. Dói "ver" o conflito que os pais de João sentem e o medo dos pais de Pedro, em pensar numa possivel perda. E conforme você continua lendo, descobre-se que o destino às vezes se manifesta de força cruel, através de uma doença, para nos dar mais uma chance de praticar o perdão de outras vidas.
Li, gostei e recomendo.
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